How Pandora Was (almost) Won

Não entenderam o título? Ok, eu explico. How The West Was Won, ou A Conquista do Oeste, na versão brasileira, é o nome de um épico western do cinema americano (1962) que conta a história do desbravamento e conquista do oeste dos Estados Unidos durante o século XIX. Mas e o que isso tem a ver com o filme Avatar de James Cameron deste ano? Ok, ok, eu explico.

How The West Was Won, ou Como o Oeste foi Vencido, fazendo uma tradução literal, conta muitas histórias, dentre elas, a do contato (nem sempre pacífico) dos americanos aventureiros com os índios daquela região, e é exatamente nesse ponto que os dois filmes se relacionam. Avatar é (ou pode ser considerado) uma versão extraterrestre de How The West Was Won ou tantos outros filmes do gênero, que retrata o expansionismo desenfreado e inescrupuloso do homem civilizado sobre os nativos das recém descobertas terras. Fica clara a alusão aos caras pálidas e aos peles vermelhas em Avatar, neste caso azuis, obviamente. A história é praticamente a mesma, somente o cenário (e que cenário!) muda. A descoberta do novo mundo, a tentativa de colonizá-lo, educar os nativos de acordo com os costumes terráqueos, e quando a diplomacia começa a falhar e os atritos começam a aparecer, o homem branco, munido de tecnologia avançada e a  ganancia que nos é peculiar, ataca impiedosamente os habitantes de Pandora com todo seu poderio bélico disponível, com o intuito de sugar as riquezas do planeta.

Confesso que fiquei envergonhado e triste com o que o homem é capaz de fazer em nome da ganancia, da riqueza, do material, de coisas que achamos (e muitas vezes temos certeza) que são necessárias quando na verdade não são. Vendo os Na’vi viverem como os índios viviam, em harmonia com a natureza, respeitando-a e tirando desta seu alimento, e acima de tudo, sendo felizes, percebe-se como a humanidade é fútil e mal agradecida. Não basta ter apenas comida, precisamos do Orkut, não basta apenas água, necessitamos de celulares, não basta apenas oxigênio, precisamos de carros, computadores, tele entrega, Big Brother, Twitter, novela, MSN, etc. A humanidade é uma patricinha mimada e ingrata que recebe tudo o que precisa e o que não precisa de seu pai e ainda assim sempre quer mais, com o pretexto de que sem aquilo, não pode nem consegue viver. Essas e outras mensagens são passadas por Cameron, no entanto, deixemos de filosofar e divagar, vamos aos aspectos mais técnicos do filme.

Um povo oprimido, o surgimento de um herói, a revolta, a batalha final e o final feliz. Esses são elementos que conduziram muitos filmes até hoje, e com Avatar não foi diferente. A previsibilidade, é um fator negativo do filme, mas filmes de aventura e ação são feitos para divertir, entreter, fazer sonhar, e nesse quesito posso dizer que Avatar foi bem sucedido, pelo menos na minha humilde opinião. Mas essa mega hiper ultra master produção tem pontos fortes que saltam aos olhos, literalmente. Cameron cobriu de efeitos 3D e com os mais avançados recursos tecnológicos, a exuberância e beleza de Pandora e de seu povo. Tudo nesse mundo é grande, colorido, misterioso, belo, assim como perigoso. Pandora é quase um Jardim do Éden, um paraíso, a Terra Prometida ou ainda a ilha de Lost, um lugar fantástico e utópico que dá vontade de conhecer de verdade. Tem gente inclusive que já está entrando em depressão, e até pensando em suicídio, pois nunca vai poder conhecer Pandora, como gostariam.

Reumindo. Avatar é um filme inovador e surpreendente do ponto de vista visual e tecnológico, porém, deixa a desejar em termos de enredo. Se você quer ver (no sentido literal mesmo) algo diferente se divertir, se empolgar, se emocionar, Avatar é o filme certo para isso.

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Cueca Assassina

Não, isso não é uma  daquelas  calcinhas pra  senhoras de  certa  idade  com um  absorvente  grudado. Até  parece mas    não é. Essa é a  cueca  que Umar  Farouk  Abdull  Mutalab, o mais  provável eunuco  do mundo  terrorista usava  quando  tentou, recentemente,  explodir  um avião que voava de  Ammsterdan a Detroit. Sim, esse  é apenas mais um caso de  atentado terrorista, como muitos que aconteceram e ainda acontecerão, exceto pelo fato da localidade dos explosivos (sim, pasmem, os explosivos estava na cueca mesmo), mas também pelo histórico do homem bomba.

Umar é nigeriano, tem 23 anos e nasceu em berço de ouro. Morou em um belo apartamento em Londres enquanto completava o curso de engenharia mecânica até o belo dia em que decidiu entrar para um grupo extremista islâmico para se explodir no intuito de  matar 289 pessoas em nome de uma ideologia assassina, ignorante e totalemte alicerçada pelo ódio e intolerância. Por sorte e pela inperícia de Umar em manusear explosivos, o atentado fracassou. A pena apenas pegou fogo, não explodiu. Contudo, as consequências do atentado são claras e todo mundo sabe quais são, aliás, desde o 11 de setembro, sabemos quais são. As falhas na segurança estão sendo discutidas, embora, talvez a verdade sobre estas esteja muito mais clara do que se imagina.

No entanto, o que realmente me surpreende, são os motivos que levaram um cara de 23 anos a tentar explodir o próprio saco pra matar pessoas que ele nunca tinha visto na vida. Se o cara fosse pobre, doente, individado, torcesse pro Internacional de Porto Alegre, ou ainda, fosse emo, eu até entenderia. Mas não, era um filhinho de papai com um ótimo futuro garantido pela frente. O que diabos tá acontecendo com a juventude hoje em dia? O que se passa pela cabeça deles? O que esperam da vida? Bom, mas não os culpo totalmente. A sociedade contribui muito para esse atrofiamento existencial, e não é preciso prestar muita atenção para constatar isso, mas não vou entrar em discussão sobre isso. O fato é que a coisa tá feia. Será por culpa de 2012? Não sei, e talvez nunca saibamos. Mistério!

Passado o susto e a surpresa, nos resta meditar sobre o ocorrido e sobre as causas que levaram a tal, até que o próximo homem bomba exploda e rouba a cena para si. Mas, pensando sobre os detalhes do atentado, me veio uma hipótese à cabeça. Teriam os políticos brasileiros algum envolvimento com esse fato? Não, acho que não, mas depois destes, a cueca deixou de ser apenas uma peça do vestuário íntimo masculino. Alcy Collaço (Mensalão Petista), José Adalberto Vieira da Silva (Mensalão do DEM) e Umar  Farouk Abdull  Mutalab que o digam. E ainda dizem que político brasileiro não serve de exemplo pra ninguém.

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O Demônio De Pouca Fé

- Querida, cheguei!

- Oi amor! Tudo bem?

- Tudo.

- Como foi seu dia?

- Cansativo… e o seu?

- O meu foi bom, mas o que houve? Parece desanimado, triste.

- Um pouco mas nada demais não, não se preocupe!

- Mas o que houve, algum problema? Pode falar querido!

- Problemas no trabalho, só isso!

- Hum, entendi. Problemas com as novas metas?

- Sim!

- Tá complicado né? Já tava, agora mais ainda.

- Pois é…

- Mas amor, não se preocupe, você consegue! Você não é um dos melhores Corruptores da firma?

- Sim, eu sou…

- Além disso, você sempre ficou dentre os primeiros lugares. Esse mês não vai ser diferente.

- É, pode ser, mas ta difícil viu! O chefe ta cobrando demais, e pra completar a situação lá em cima ta cada vez mais difícil pra nós!

- Eu sei querido, imagino!

- Hoje mesmo. Fui até um desses hipermercados enormes com seções de tudo um pouco, que sempre estão cheios de gente, pra ver se conseguia corromper algumas almas, e adivinha o que?

- O que querido?

- Nada, não consegui tentar, corromper, nem mesmo fazer as pessoas comprar mais do que devem, consumirem mais. Nada, nada! Será que to perdendo a prática?

- Calma querido, não é nada disso!

- Ou tô ficando velho demais?

- Imagina, você ta em plena forma amor, com tudo em cima, e no trabalho aposto que não é diferente.

- É que ouvi falar que estão pensando em fazer uma renovação de pessoal lá na firma. Contratar uns demônios mais jovens, mais atualizados, mais… descolados como dizem!

- Amor, nesse negócio o que faz a diferença mesmo é a experiência, você sabe disso!

- Olha, sinceramente, já nem sei mais! Tô achando que tenho que me atualizar! Hoje mesmo no hipermercado cheguei como quem não quer nada, como sempre, pra tentar dar aquela corrompidinha básica nos consumidores vorazes que os humanos são,mas  pra minha surpresa, a mulher da qual me aproximei estava distraída demais com uma montanha de cd’s religiosos e nem me deu ouvidos! Isso que você sabe que minha lábia é boa, não sabe amor?

- Puxa vida, claro que sei querido! Mas ela não deu ouvidos mesmo?

- Não!

- Assim fica complicado mesmo!

- Fica sim, e de uns tempos pra cá essa inundação de material religioso tem ficado cada vez mais intenso! Bom mesmo era na década de setenta e oitenta, quando o rock’n roll e o heavy metal estavam no auge.

- É verdade!

- Agora eu vejo como eram bons os tempos em que só existia a bíblia! A gente era feliz e não sabia!

- E quando ela ainda não havia sido traduzida por aquele padre? Qual era mesmo o nome dele?

- Lutero! Puxa, que saudades daquele tempo!

- Bons tempos!

- Sim, mas a realidade hoje é outra, e bem diferente. Tem um padre novo se lançando de cantor praticamente todo dia. Assim fica difícil fazer nosso trabalho! Essa mulher mesmo que falei, quando cheguei pra a abordar, ela tava babando em cima do CD de um tal padre bonitão. Assim não dá, o pessoal ta pegando pesado! Qualquer dia nós vamos ter que apelar!

- Mas você acha que isso é coisa do pessoal do céu?

- Não, o pior é que coisa de humano mesmo amor! Tô começando a ficar mais preocupado com os humanos do que com o pessoal lá de cima!

- Eles mudaram muito né amor?

- Sim, mudaram!Eles são muito espertos, inteligentes, se adaptam rapidamente à qualquer situação…

- Mas ainda são humanos amor, cheios de defeitos e fraquezas.

- É CD do Na Frente do Trono, Na Frente do Altar, Na Frente do Confessionário, Na Frente da Sacristia, é uma verdadeira lavagem cerebral! Assim não dá, assim não dá!

- Talvez a gente precise mesmo se atualizar, mudar os planos amor!

- Pois é, talvez! A gente poderia lançar algo parecido, algo do tipo Na Frente do Caldeirão ou Na Frente do Tridente! Acho que vou propor isso pro chefe.

- Será? Isso não fica muito na cara não amor?

- Hummm, talvez! Melhor não mesmo! Além disso, tem essa história de 2012! Com medo do fim do mundo o pessoal ta começando a andar na linha por via das dúvidas caso o dia do julgamento final realmente chegue.

- Calma, querido, as coisas vão melhorar, é só uma má fase!

- Será?

- Vai sim, você vai ver!

- Deus te ouça!

- …!

- Quer dizer… bom, você sabe, hehe!

- Sim, eu sei querido.

- Bom, vou tomar banho.

- Sim, vá logo, a janta já está quase pronta e você ta precisando descansar!

“Hoje a festa, é lá no convento…”

Nem só de atos secretos e dinheiro público vive a família Sarney. Prestes a fechar as portas e, sendo investigada por, supostamente ter desviado para empresas da família, verbas da Petrobrás para financiar projetos culturais que nunca sairam do papel, a Fundação Sarney, no dia 07 de dezembro abriu suas portas para um evento não muito ortodoxo.

Fundação, fechas as portas, evento nada ortodoxo, como assim? É isso mesmo, vou explicar!

A Fundação Sarney, que não tem nada de altruista, muito menos filantrópica (a não ser para com a Sarney Corp), alegando falta de dinheiro, alugou sua sede, que fica no imponente Convento Mercês, situado no Centro Histórico de São Luis, Maranhão, para uma festinha embalada pelo som das Female Angels, e regada a muita bebida, mulheres e camisinha gratuita. A festa, entitulada “Libere Suas Fantasias” teve mais de 1500 convidados que pagaram entre R$ 60,00 e R$ 150,00 e foi organizada pelo empresário Alexandre Maluf (=S). Maluf??? Enfim… Fato é que a chapa deve ter esquentado geral no convento e nem as celas das freirinhas devem ter sido poupadas dos rompantes de tesão que certamente tomaram conta dos, outrora, sóbrios e silenciosos corredores da construção (me consegue um convite pra próxima festa Sarney =D).

Aluga-se convento do século XVII. Telefone para contato: ligue para o senado

Bom, ta virando moda né?! Não muito tempo atrás, a câmara de vereadores de uma cidadezinha do interior de sei lá qual estado foi palco para um show de strippers masculinos, agora convento vira festa swing, ou sabe-se lá o que foi. Agora me pergunto: qual será cenário para a seguinte safadeza? Eu tenho uma aposta e não se espantem se rolar de verdade!

CONGRESSO NACIONAL!

Se bem que pouca vergonha e safadeza já rola solta por lá faz tempo, só falta tirarem a roupa mesmo!

Sutiã-máscara

Neste mundo onde tanto se fala em vírus, gripe suína, contaminação pelo ar e um monte de coisas mais, nunca foi tão importante estar atento e prevenido para qualquer eventualidade, e neste ponto, as mulheres vão ter vantagem sobre os homens a partir de agora.

A médica ucraniana, Elena Bodnar, que mora em Hinsdale, Illinois, EUA, criou e patenteou um sutiã que se transforma rapidamente em uma máscara que protege contra partículas nocivas ao organismo humano. Segundo ela, se o bojo for grande o suficiente, basta colocar a sobra para baixo do queixo, não esquecendo de cobrir o nariz é claro, que a mulher estará protegida, ah, e o sutiã ainda pode virar duas máscaras. Incrível não?!

Mas agora, pensando aqui com meus botões, fico imaginando as consequências que essa brilhante e revolucionária invenção pode trazer para a humanidade. Vai dá uma de homem (que há muito tava querendo assumir), usando o tal sutiã-máscara como desculpa pra sair do armário. Se essa moda pegar podemos esperar nos próximos meses um aumento vertiginoso da população gay como nunca visto antes.

Só espero que não tentem fazer uma versão masculina dessa máscara e inventem uma cueca-máscara. Definitivamente não ia dar certo!

Mensalão do panetone

Delicioso pra quem comeu, caro pra quem pagou (nós)!

Nunca fui de me interessar muito por política, mas depois que comecei a escrever aqui, confesso que meu interesse por esse assunto só fez aumentar, afinal, preciso estar sempre informado do que está rolando por aí, das novidades, de assuntos polêmicos, e neste ponto nossos políticos são craques. Então, vamos falar de política.

O assunto do momento, como todos devem saber,  é o mensalão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM. Bom, não vou entrar em maiores detalhes sobre as falcatruas desse distinto senhor e de sua turminha do barulho porque é só entrar em qualquer site de busca que vai ser fácil encontrar um relatório completo sobre o esquema.

Mas o que realmente me deixou de queixo caído não foi o mensalão em si, o desvio de dinheiro, os churrascos, casas e otras cositas más pagas com o erário público, afinal, isso tá ficando cada vez mais comum que a gente acaba acostumando, infelizmente. O que realmente me deixou pasmo, boquiaberto, estupefato, estarrecido, passado, bege e indignado foi a história do panetone.

Pô governador, panetone, panetone? Mais fácil acreditar no Papai Noel do que nessa história, e olha que nem meu filho de quatro anos acredita em Papai Noel! Agora se o senhor acreditou que alguém cairia nessa, é porque o senhor é mais burro do que aqueles que votaram em vossa pessoa. Francamente, panetone! Por que não dar moradia, educação e saúde pros pobres ao invés de panetone? Tudo bem que é uma delícia, mas por favor, PANETONE?

Mas daqui a pouco a poeira baixa, o assunto vai saindo de foco e todo mundo esquece o escândalo, até o próximo ser descoberto é claro. E digo mais, se a moda pegar, daqui a alguns meses vai aparecer o mensalão da páscoa, pra comprar ovinhos de páscoa para as criancinhas carentes, e depois quem sabe o mensalão do dia das mães, o mensalão do dia das crianças e por aí vai.

Ta certo que não dá pra generalizar, dizer que 100% dos políticos são corruptos, alguns poucos ainda se salvam. Estes poucos certamente têm caráter e devem ter seguido o exemplo de figuras importantes e relevantes (no bom sentido) da política mundial, mas para aqueles que já se corromperam, e antes que contaminem o resto do cesto, deixo aqui meu apelo. Sigam o exemplo de Budd Dwyer.

Político americano comete suicídio após condenação por corrupção

P.S.: Só não precisa ser na TV, ao vivo e em cadeia nacional que nem o cidadão aí fez!

Saddam TV

Um mês antes de completar três anos da  morte de Saddam Hussein, foi ao ar  através da televisão e da internet um  canal de TV inteiramente dedicado ao ex-  ditador do Iraque. A programação do  canal (que deve ser ótima!) conta com  discursos, imagens e poesias, sim  poesias do seu Saddam. Surpresos? Por  que? Um ditador frio e cruel, responsável  pela morte de milhares de curdos por  armas químicas e que mandou assassinar os próprios genros e membros de seu gabinete não pode ter sentimentos e escrever poesias? Mas é claro que pode!!!

No entanto, o Saddam TV como ficou conhecido, talvez entre para o livro dos recordes por ser o canal de televisão com o período de transmissão mais curto da história, pois encerrou suas atividades depois de apenas quatro dias no ar, para alegria de uns e tristeza de outros. Já tinha iraquiano dizendo que esse era seu canal favorito. De acordo com a imprensa iraquiana o canal transmitia da Líbia e pertencia ao ex-presidente do Iraque, Ezzat Ibrahim al-Duri, caçado até hoje pelos americanos.

Mas confesso que fiquei pensando nesse lance de poesia… Como seria uma poesia escrita por Saddam Hussein? Deve ser algo do tipo:

“Sunitinha quando nasce

ganha logo um trabucão

Pra pegar xiita otário

e meter muita pressão”

Bonitinha né? E a cara do seu Saddam ainda!

“Não temos homossexuais no Irã!”

“Não temos homossexuais no Irã!”. Quem afirmou com tanta veemência isso é Mahmoud Ahmadinejad, presidente no Irã e machão de carteirinha em sua visita ao Brasil no começo desta semana. Se eu fosse iraniano e vivesse naquele país, com certeza nem questionaria a palavra de Ahmadinejad, pois esta no Irã é lei, e ir contra ela é muito arriscado para qualquer um, para os gays então, nem se fala, já que estes são vistos como criminosos por lá. Mas como sou brasileiro, vivo no Brasil e a ditadura já acabou faz tempo, fico tranquilo postando isto no meu blog.

Mas tal afirmação me deixou com a pulga atrás na orelha. “NÃO TEMOS

Iranianos gays presos e condenados a morte

HOMOSSEXUAIS NO IRÃ!”. Será? Pelo menos é o que ele pensa, afinal, os gays que o governo dele conseguiu pegar certamente não estão mais aqui pra contar história e os outros homossexuais iranianos que “não existem” com certeza devem estar em algum canto daquele país coçando o saco enquanto assistem futebol e bebem cerveja, falando grosso e cuspindo no chão.

Não satisfeito com essa história de “Não temos homossexuais no Irã!”, comecei a pesquisar na internet pra ver se isso era verdade mesmo, e não é que para minha surpresa, encontrei uma fotografia que põe o senhor Ahmadinejad em xeque:

Não preciso nem dizer que este é um “sósia” (que  a          estas alturas já deve estar debaixo da terra), é  claro, mas  brincadeiras a parte (pegou mal presidente), o negócio é  sério mesmo, e não somente os homossexuais sofrem na  terra dos machões,  as mulheres também pagam seus  pecados por lá, que dizer, elas nem têm a chance de  cometer algum, mas mesmo assim, pagam da mesma  forma. No entanto, embora as mulheres não tenham voz  no Irã, uma delas, Azar Nafisi (www.azarnafisi.com),  professora de literatura inglesa na Universidade Johns Hopkins, em Washington, escreveu o livro Lendo Lolita em Teerã. O livro relata a experiência de Nafisi e de sete alunas da época em que ela lecionava na Universidade de Teerã. Por dois anos elas desafiaram a repressão do regime em encontros semanais onde discutiam autores proibidos no país, como Henry James e Vladimir Nabokov. Segue abaixo um trecho do livro:

A idade mínima para o casamento passou de 18 para 9 anos. O apedrejamento até a morte se tornou o castigo para o adultério e a prostituição. Nos ônibus, adotou-se a segregação. Destinaram-se às mulheres a porta traseira e os assentos no fundo do veículo… Um vestígio de maquiagem, uma mecha de cabelo para fora do véu e eles vinham, implacáveis. Prendiam-nos, arremessavam-nos para dentro de carros, deixavam-nos emprisões imundas, chicoteavam-nos. Por fim, jogavam-nos

“Onde está meu voto?”

nas ruas. A situação era pior para as solteiras. Muitas de minhas alunas tiveram de passar por coisa pior, como o teste de virgindade. Não havia nada mais humilhante e nojento do que aquilo, feito em qualquer lugar, sem nenhuma assepsia, a qualquer hora. Quantas jovens não foram presas e chicoteadas só porque, sem querer, cruzaram o olhar com o de um guarda?

Pois é pessoal, pleno século 21 e ainda acontece esse tipo de coisas no mundo. Lamentável…

Ah, e como quase sempre meus posts terminam com videozinho, vou deixar aqui o n° 1 nas paradas de sucesso gay do Irã.

“I’ve got to be, a macho man…”

“Eu tenho que ser, um macho man [ou serei decapitado]“

“Meu Hulk virou chocolate”

A ingenuidade das crianças é uma coisa muito legal, adoro isso nelas, e esta qualidade recentemente me rendeu umas boas risadas. Meu filho, Bruno Mateus, de quatro anos, deu pra brincar agora com uma lata vazia de Nescau. Ele pega a lata e anda com ela pra lá e pra cá, coloca o fundo dela contra o sol e faz de lanterna, bate nela como se fosse uma bateria e também a usa como porta bonequinhos. Ontém, ao chegarmos em casa, ele pegou a latinha velha de Nescau dele e colocou dentro um bonequinho de borracha do Hulk. Depois e brincar um pouco com eles, acabou cansando e deixou a lata com o boneco dentro em cima da mesa da cozinha e foi fazer outra coisa. Alguns minutinhos depois ele volta e pega de novo a lata vazia com seu Hulk dentro. Foi quando então, com os olhos arregalados e com as mãos cobertas de Nescau ele exclama:

“Mãe, meu Hulk virou chocolate, meu Hulk virou chocolate!”

Ele por engano acabou pegando a lata de Nescau cheia que também estava em cima da mesma mesa onde ele deixou a vazia com seu Hulk de borracha, e obviamente não percebeu a troca. Foi muito engraçado, demos muita risada e no fim ele acabou caindo na gargalhada também. Esse é meu filho. Te amo Tetei!

Mahmoud Ahmadinejad no Brasil

Ontém o presidente Lula recebeu o  presidente do I.R.A., ops, quer dizer, Irã,  o senhor Mahmoud Ahmadinejad (eita  nome difícil de escrever, mais ainda de  pronunciar) que veio ao Brasil fazer  alguns contatos e assinar tratados  comerciais. Até aí tudo bem, acontece que esse cidadão é um cara muito polêmico e como não poderia ser diferente, o senhor Ahmadinejad foi recebido sob protestos de pessoas de diferentes grupos. Citemos alguns fatos que o tornam uma figura controversa no cenário político mundial:

Homossexualidade: Mahmou Ahmadinejad considera o homossexualismo um crime cuja punição deve ser a morte. “Não temos homossexuais no Irã”, diz o presidente.

Israel: Não reconhece a legitimidade do estado de Israel e prega sua destruição. “Israel deve ser varrido do mapa”, comenta Mahmoud.

Holocausto: Não acredita nele. “O Holocausto é o mito do massacre dos judeus”, afirma.

Programa nuclear: É acusado de desenvolver um programa nuclear que visa a construção da bomba atômica.

O presidente Lula, como não poderia deixar de ser, recebeu Ahmadinejad com toda a pompa e honrarias que um chefe de estado merece, mesmo este sendo – segundo muitos – um tirano e desreipeitador (existe essa palavra? =S) dos direitos humanos em seu país, o problema é que isso pegou mal pro Brasil perante o resto do mundo.

“É um erro terrível”, afirma Engel. “Um país democrático e importante como o Brasil não deveria estar recebendo um ditador com sangue em suas mãos, que liderou uma eleição fraudulenta e está desenvolvendo armas nucleares para motivos que não podem ser considerados pacíficos.”, diz o congressista americano Eliot Engel.

Mas pegou pior ainda quando Lula disse apoiar o programa nuclear iraniano, que segundo Mahmoud é totalmente voltado para fins pacíficos.

“Reconhecemos o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos e com respeito aos acordos internacionais, e esse é o caminho que o Brasil vem trilhando. Não proliferação e desarmamento nuclear devem andar juntos. O Brasil sonha com um Oriente Médio livre de armas nucleares, como ocorre na América Latina.”, disse Lula.

No entanto, certeza mesmo que é bom, de que a intenção é pacífica, ninguém tem, afinal, impossível não ter dúvida já que o senhor Mahmoud vive gritando aos quatro ventos que Israel deve ser varrido do mapa.

Mas vamos descontrair um pouco o assunto que ta meio pesado… Como não poderia deixar de ser no Brasil, país do futebol, Lula confirmou que o Brasil pretende promover um jogo entre a seleção brasileira e um combinado composto por judeus e palestinos. Se rolar mesmo esse jogo, espero que os jogadores não tenham visto a partida do Fluminense X Cerro Porteño e nem o Grêmio X Palmeiras, já que um jogo desses poderia deflagrar a 3° guerra mundial.

Deixo ainda o vídeo com a entrevista do jornalista Reinaldo Azevedo no Prrograma do Jô de ontém, onde ele expressa algumas de suas opiniões sobre o presidente do Irã, vale a pena conferir: