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Pop in Rio

Posted by Bruno Rodrigues on 24 24UTC setembro 24UTC 2011
Publicado em: Música. Marcado: A-ha, AC/DC, Barão Vermelho, Billy Idol, Claudia Leite, Engenheiros do Hawaii, Faith No More, Guns'n Roses, Iron Maiden, Ivete Sangalo, James Taylor, Judas Priest, Kate Perry, Kesha, Lobão, Megadeth, Metallica, Motorhead, NX Zero, Ozzy Osbourne, Paralamas do Sucesso, Pepeu Gomes, Queen, Queensryche, Red Hot Chilli Peppers, Rihanna, Rock in Rio, Rod Stewart, Scorpions, Sepultura, Whitesnake. 3 comentários

O que aconteceu com o Rock in Rio? Por que ele mudou tanto desde sua primeira edição, no ano de 1985? Cadê o Rock do Rock in Rio? Quer saber exatamente o que mudou? Bom, vejamos.

No Rock in Rio I tivemos bandas como AC/DC, Barão Vermelho, Iron Maiden, Paralamas do Sucesso, James Taylor, Ozzy Osbourne, Pepeu Gomes, Queen, Rod Stewart, Scorpions, Whitesnake, dentre outros.

Rock in Rio II em 1991? Aí vai a lista: Guns’n Roses, Faith No More, Sepultura, Judas Priest, A-ha, Megadeth, Engenheiros do Hawaii, Lobão, Queensryche, Billy Idol, dentre outros.

E agora, em 2011? Claudia Leite, Kate Perry, Rihanna, NX Zero, Kesha, Ivete Sangalo, Shakira, entre outros. Justiça seja feita. Ainda há algumas bandas que salvam o festival, como Metallica, Motorhead, Guns’s Roses e Red Hot Chilli Peppers, mas a lista não se estende muito além disso.

Deu pra notar a diferença? Mas por que diabos o Rock in Rio mudou tanto de 1985 para 2011? Bom, o mundo mudou, nós mudamos, tudo mudou, inclusive a música. Desde 85 até agora atravessamos muitas tendências musicais dentro do Rock. Muitos estilos nasceram e morreram nesse período. Passamos pelo Hard Rock dos anos 80, o grunge nos anos 90 e o Nu Metal para citar apenas alguns. E neste momento começamos a entrar em um ponto polêmico, mas que na minha opinião está bem claro e evidente. A medida que os anos iam passando, e a música como um todo mudava, a qualidade desta diminuía. Isto é um fato, irrefutável e incontestável. Não há como comparar qualquer banda dos anos 70 ou 80 com alguma banda nascida de dez anos atrás até hoje. Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento histórico-musical e técnico sobre esse assunto pode confirmar isso. Não me mal interpretem. Esta não é a opinião de um rockeiro saudoso nascido no início dos anos 80, cuja iniciação musical deu-se através de vinis de bandas como Scorpions, Kiss, Poison, Motley Crue, Skid Row dentre outras. Alguns gostam de Iron Maiden, outros de Justin Bieber. Há quem goste de Whitesnake, outros de Fresno ou NX Zero. GOSTO MUSICAL NÃO SEI DISCUTE, QUALIDADE SIM.

Mas por que o Rock in Rio rendeu-se ao pop? A resposta é simples! Por que hoje em dia é o que vende, é o que dá dinheiro, é o que a juventude de hoje gosta de ouvir. Aliás, depois de muito refletir sobre o porque de gostar-se desse tipo de música, cheguei à conclusão de que, provavelmente, o principal motivo para se apreciar alguns lixos musicais em evidência hoje em dia, seja o desconhecimento da boa música. A medida que algumas das bandas que participaram das duas primeiras edições do Rock in Rio acabavam, ou perdiam popularidade, um pouco do bom e velho rock’n roll morria com elas, dando lugar ao som insípido de bandinhas nascidas de tubos de ensaios virtuais mundo afora. Por que o Rock in Rio rendeu-se ao pop? Porque Justin Bieber hoje, atrai muito mais público que qualquer banda de rock desta edição do festival. “It’s Sad But True” como diz aquela música do Metallica.

Não tenho nada contra Rihanna, Kate Perry, Claudia Leite ou Ivete Sangalo, mas também não tenho nada a favor, mas cada macaco no seu galho, como diz o ditado. Apenas acho que Rock in Rio não é lugar para esses artistas, afinal, a palavra “Rock” deve estar no nome desse festival por algum motivo não é?

Antes de acabar, gostaria de deixar um exemplo do que foi a primeira edição do Rock in Rio e logo abaixo, um exemplo do que está sendo o Rock in Rio 2011. Assistam e tirem suas próprias conclusões.

Mas afinal, o que é o tal de Horror Pessoal? – Parte 2

Posted by Bruno Rodrigues on 4 04UTC junho 04UTC 2011
Publicado em: Reeducação de Postura Global o caramba.... Marcado: Horror Pessoal, Lasombras, RPG Brasil, Sabá, vampiro a máscara, Vicissitude. Deixe um comentário

Originalmente publicado no site RPG Brasil.

Saudações, pessoal!

Dando continuidade ao meu post anterior, sobre o Horror Pessoal, falarei um pouco mais sobre este assunto, o qual é muito importante para quem quer entender a essência de Vampiro: A Máscara, e jogar tal jogo da forma como inicialmente este fora concebido. Bom, sem mais delongas, vamos logo ao que interessa!

3 –  Estagnação

Nos post anterior falei sobre as mudanças que acontecem em torno do vampiro quando este é Abraçado, assim como sobre o inimigo interior que este deve combater noite após noite, a Besta. Agora falarei sobre as mudanças físicas, as mais visíveis (ou não, como veremos), que acontecem quando um humano se torna um vampiro.

Falando sobre mudanças físicas, a primeira coisa que você deve ter em mente é você nunca mais vai mudar. Seu personagem, seu vampiro, manterá a mesma aparência que tinha na noite em que foi Abraçado até sua Morte Final. O mesmo corte de cabelo, comprimento e cor, o comprimento das unhas e da barba. Piercings colocados depois do Abraço caem naturalmente algumas noites depois, assim como as tatuagens. Qualquer mudança corporal é revertida de forma sobrenatural, exceto as mudanças que foram feitas através de meios sobrenaturais, geralmente com a disciplina Vicissitude.

A estagnação atinge o vampiro não somente em sua carne. Seus hábitos, costumes, comportamento, também param no tempo. Esta característica é melhor observada em vampiros anciões, que viveram como humanos séculos atrás. Estes, nos dias atuais têm dificuldades em absover as mudanças, alguns nem mesmo fazem questão de adaptarem-se a isso. Eles não gostam de tecnologia ou novos costumes. No entanto, é importante esclarecer que isto não é uma regra. Nada impede que exista um Ancião nerd, geek. Nosferatus normalmente fazem bastante uso da tecnologia, por exemplo, porém, a maioria  dos vampiros com um número considerável de noites nas costas prefere (ou é obrigado por alguma força obscura) a manter seus antigos hábitos e costumes que possuíam quando ainda eram humanos. Forma de falar, vestir, pensar, seus gestos, tudo isso permanece da mesma forma de acordo com a época e local onde o vampiro vivia antes do Abraço.

Traduzindo estas informações para termos de jogo, podemos deduzir que a estagnação é uma característica muito importante dentro do Horror Pessoal. Seja o vampiro um ancião ou um neófito, a maldição da estagnação é severa para ambos. Um ancião provavelmente já não suporta viver da mesma forma que séculos atrás. Ver o mesmo rosto no espelho (não aplicado a Lasombras), viver uma rotina secular. Para um neófito a estagnação também é implacável, embora um pouco menos que para os anciões. Abraçado há pouco tempo, e vivendo em uma sociedade onde revoluções ideológicas, tecnológicas e comportamentais acontecem quase todos os dias, o neófito se sentirá cada vez mais velho, sentirá cada vez mais dificuldades em acompanhar as mudanças a sua volta. Pense no vampiro como sendo uma sequóia milenar e forte, porém, com raízes muito profundas.

4 – Parasitismo

É muito comum ouvir em VaM que os humanos não estão no topo da cadeia alimentar, e sim, os cainitas. Isso se deve ao fato de os vampiros verem a si próprios como predadores, e os humanos, como sendo sua presa. Esse pensamento é muito mais defendido pelos neófitos que ainda vivem a ilusão de poder que a condição vampírica os proporciona, porém, a medida que os anos vão passando, esse neófito percebe que antes de ser um predador (o que também não deixa de ser verdade) ele é um parasita.

Os vampiros, mesmo sendo seres imortais com poderes sobrenaturais incríveis, ainda assim, têm suas necessidades básicas. Os humanos necessitam de no mínimo comida, água e oxigênio, no mínimo, já os vampiros necessitam somente de sangue. E são os humanos, basicamente, que servem de fonte de alimento para os vampiros, ou seja: no humans, no vampires.

Fora a dependência fisiológica, existe a dependência social, política, econcômica, etc. Para manterem-se protegidos sob a proteção da Máscara (não aplicado a membros do Sabá), os vampiros devem controlar o rebanho (humanidade). Das sombras, estes parasitas estendem seus tentáculos sobre personalidades importantes dos mais variados setores da sociedade humana, controlando estes como fantoches. Dessa forma os vampiros adquirem riqueza, poder, influência, para levar adiante seus interesses pessoais e coletivos, tudo isso sugado da humanidade.

A relação de dependência vampiros/humanos é clara e inevitável para os cainitas. A sobrevivência da sociedade vampírica é diretamente ligada aos recursos e desenvolvimento da sociedade humana. Por esses e outros motivos, quando você estiver jogando com seu vampiro e começar a pensar em matar humanos indiscriminadamente, apenas pelo fato de poder fazer isso sem medo de maiores consequências, pense bem antes de fazê-lo, pois os vampiros precisam muito mais dos humanos, do que os humanos precisam do vampiros.

É, pessoal, sei que o assunto está se estendendo um pouco além do previsto por mim, mas vale a pena conhecer mais sobre este assunto. Ele é muito interessante e indispensável para captar a verdadeira essência de Vampiro: A Máscara.

Um abraço a todos e até a próxima!

Mas afinal, o que é o tal de Horror Pessoal?

Posted by Bruno Rodrigues on 4 04UTC junho 04UTC 2011
Publicado em: Reeducação de Postura Global o caramba.... Marcado: Anne Rice, Drácula de Bram Stoker, Entrevista com o Vampiro, Horror Pessoal, John Carpenter, Louise Lestat, Mundo das Trevas, RPG Brasil, vampiro a máscara. 2 comentários

Publicado originalmente no site RPG Brasil.

Saudações!

Bom, comecemos bem do começo. Como a intenção é falar sobre o Mundo das Trevas e, consequentemente, dos jogos que fazem parte deste, hoje dedico o presente post ao jogo que deu origem a este cenário de campanha:Vampiro: A Máscara. Não falarei sobre como tudo começou, pois já falei sobre isto anteriormente, e sim procurarei me aprofundar no jogo em si, na sua temática e no que a envolve.

Como o próprio nome já diz, o jogo é sobre vampiros, estes seres míticos imortais, misteriosos sugadores de sangue e vidas, violentos, cruéis, impiedosos, manipuladores inescrupulosos, apaixonantes, apaixonados e passionais, para citar apenas alguns poucos adjetivos que podem ser utilizados para descrever tais criaturas. Muitos vampiros conhecidos da literatura e cinema podem enquadrar-se nessas características: os vampiros de John Carpenter, Louise Lestat, de Entrevista com o Vampiro de Anne Rice, Drácula de Bram Stoker e até mesmo Edward Cullen (sim, por que não?) de Crepúsculo. Todos estes vampiros (com algumas adaptações, obviamente) poderiam fazer parte de uma aventura de VaM, já que o livro básico não faz nenhuma limitação com relação a isso, desde que, é claro, não fujam demais das regras e temática do jogo. O que o livro básico de VaM faz é definir uma espécie de linha interpretativa padrão para o jogo, que pode ou não ser seguida pelos jogadores e mestre. E a tal linha interpretativa padrão a que me refiro é o famoso (mas muito pouco utilizado) Horror Pessoal. Mas o que seria esse Horror Pessoal? O livro básico de VaM somente caracteriza o jogo como sendo dessa forma, o Guia do Jogador fala um pouco mais, quatro ou cinco linhas, mas nada que esclareça o suficiente este assunto. Bom, vamos logo ao que interessa para tentar descobrir o que seria o tal Horror Pessoal de VaM.

1º – Ser um vampiro é uma MALDIÇÃO

Muita gente tende a pensar que viver para sempre e ter poderes incríveis seria uma coisa muito legal, que seria bom, quando na verdade não é nada disso. No começo pode até ser excitante, confesso. O personagem se sentirá como o mais forte de todos os seres, sentirá que pode fazer qualquer coisa, que pode dominar o mundo (especialmente os Malkavianos com síndrome de Cérebro do Pink e Cérebro). Esse é o lado positivo de ser um vampiro, mas isso é apenas uma ilusão fugaz, pois há uma contrapartida, que no caso desses seres é bem desequilibrada. Para entender melhor essa questão, imagine a vida de seu personagem antes e depois de se tornar um vampiro, depois do Abraço. Ele tinha uma vida normal? Tinha família, filhos, cônjuge, trabalho? Agora imagine alguém que tinha tudo isso na vida e de repente é transformado em um vampiro. Da noite para o dia (literalmente), esse cidadão vai ter que deixar de trabalhar para fugir do sol (a menos que seja um guarda noturno, é claro! =D), seu comportamento vai mudar, tudo vai mudar, para pior. A sede de sangue vai aumentar a cada dia e a Besta começará a gritar para sair de dentro do recém abraçado vampiro. Para não pôr em risco a vida daqueles que ele ama, terá que sair de casa, abandonar os seus, deixar para trás, e para sempre, a vida que levara até então, para conformar-se em tão somente observar de longe sua família envelhecer e morrer enquanto ele continua da mesma forma que na noite em que foi abraçado. Tentem imaginar essa situação. Ponham-se no lugar desse personagem. Conseguiram? Se conseguiram vocês já têm uma noção do que é o Horror Pessoal de VaM.

2º – As tentações da Besta

Não, não é do Número da Besta que estou falando, a Besta em VaM é outra coisa, é algo diferente (mas nem tanto assim). A Besta é um instinto selvagem e extremamente forte que vive no inconsciente de cada cainita, e que se não for combatido, controlado, pode fazer o vampiro cometer os mais bárbaros atos. À medida que a sede por sangue aumenta, a Besta fala cada vez mais alto na cabeça do cainita, como se fosse um diabinho falando ao seu ouvido, o incentivando a matar, a saciar sua sede, inclusive, a cometer a Diablérie, uma das maiores tentações impostas pela Besta. Cada vez que um vampiro sucumbe à Besta ele perde um pouco da humanidade que sobrara de quando ainda era humano, aproximando-se cada vez de se tornar um ser bestial e irracional. Em termos de regra, chegar a este ponto significa o fim da linha para o jogador que o representava, pois tal vampiro torna-se um NPC se assim desejar o Mestre.  Por esses e outros motivos é que a Besta é um componente crucial na composição do Horror Pessoal, pois, além de enfrentar as mudanças externas que sua condição vampírica o impõe, o cainita deve enfrentar um inimigo invisível que vive dentro de si. Definitivamente, a vida de vampiro é um horror, acreditem.

Bom, o assunto é extenso, porém interessante, por isso, termino por aqui este post, mas no próximo continuarei a falar sobre o tal Horror Pessoal.

Até breve!

 

Um pouco de história

Posted by Bruno Rodrigues on 4 04UTC junho 04UTC 2011
Publicado em: Reeducação de Postura Global o caramba.... Marcado: Aparição: O Oblívio, Bill Bridges, Caçadores Caçados, Changeling: O Sonhar, Chris Early, Demônio: A Queda, Hunter: The Reckoning, Lobisomem: O Apocalipse, Mago: A Ascensão, mark rein hagen, Old World of Darkness, Robert Hatch, Stephan Wieck, Stewart Wieck, Storyteller, Time of Judgment, Vampire: Gehenna, vampiro a máscara, Werewolf: Apocalypse, White Wolf, World of Darkness. Deixe um comentário

Há algum tempo atrás fui convidado por amigos a escrever no site RPG Brasil, o qual eles administram. Este post foi o segundo postado por mim no RPG Brasil.

Saudações! Gostaria de começar falando um pouco a respeito da história do World of Darkness. Sua criação, desenvolvimento e evolução até os dias atuais. Bom, sem mais delongas, vamos logo ao que interessa.

O Old World of Darkness, ou Velho Mundo das Trevas (veremos ainda neste post porque ele ficou conhecido desta forma) surgiu em 1991 com o jogo Vampiro: A Máscara, lançado pela White Wolf, e criado por Mark Rein-Hagen. O MdT nesta época era apenas um mundo fictício habitado por seres sobrenaturais, um reflexo mais cruel e caótico do nosso próprio mundo, onde as histórias de Vampiro: A Máscara se desenrolavam. Mas isso logo mudaria. Um ano mais tarde, em 1992, é lançadoLobisomem: O Apocalipse, pela mesma editora e criado pelo mesmo autor do jogo anterior, juntamente com Robert Hatch e Bill Bridges. Novamente, um ano depois, em 1993, surge Mago: A Ascensão, também lançado pela WW e escrito por Stewart Wieck, Chris Early e Stephan Wieck. Estes (Lobisomem e Mago) também adotaram a estética Punk-Gótica do mundo de Vampiro, estabelecendo como cenário oficial dos jogos da WW o MdT.

VaM, LoA e MaA também deram origem ao Storyteller, que nada mais é que um um sistema de narrativa que dá ênfase à interpretação, assim como também, estipula as regras que são utilizadas no MdT. A priorização da interpretação fez com que os jogos da WW se destacam-se dentre os demais jogos da época, que muitas vezes possuíam páginas e mais páginas dedicadas somente às regras.

A primeira edição, obviamente, possuía falhas e era, de certa forma, bastante simples, especialmente no que tange a ambientação, e por esses e outros motivos, é que ainda em 1992 (enquanto a 1º edição de Lobisomem estava recém saindo do forno), foi lançada a 2º edição de VaM. Em 1994 surgiu a 2º ed. de LoA, e em 1995, foi a vez de MaA receber uma repaginada (com o perdão do trocadilho). Além das segundas edições destes jogos, foram lançados também nesta mesma época Aparição: O Oblívio e Changeling: O Sonhar. O lançamento da 2º edição não trouxe mudanças somente dentro dos jogos. Os jogos viraram febre, principalmente VaM, e passaram a influenciar, em vários aspectos, muitos de seus fãs. Era comum ver grupos de jovens vestidos de preto, ostentado adornos e cruzes de metal, enquanto reuniam-se em torno de livros que falavam de seres sobrenaturais, magia, rituais, espíritos, etc. Muitas especulações foram criadas em torno de tais fatos (infelizmente, alguns trágicos inclusive), e algumas questões até hoje são fonte de discussões e pré-conceitos com relação àqueles que jogam tais jogos. Mas esses assuntos podem (e provavelmente serão) discutidos futuramente.

A partir de 1998 começou a ser lançada a 3º edição. O primeiro jogo foi VaM, como não poderia deixar de ser, na sequência, no ano 2000, LoA e um ano depois MaA. Além destes, outros livros foram lançados. Em 1996 surgiu Caçadores Caçados, três anos mais tarde, Hunter: The Reckoning (uma espécie de 2º edição do Caçadores Caçados), em 2001, Múmia: A Ressurreição foi publicado e em 2002 foi a vez de Demônio: A Queda. A 3º edição apresentou mudanças significativas no MdT como um todo, mudanças que abrangeram vários aspectos de todos os jogos até então lançados. Mas a principal mudança pela qual este cenário de campanha passou ainda estaria para acontecer.

Em 2003, a WW anunciou o cancelamento do Mundo das Trevas, através do lançamento de uma série chamada Time of Judgment. Esse evento foi descrito sob diversos pontos de vista, lançados sob a forma de suplementos para cada um dos diversos jogos da editora. Alguns dos livros que saíram sob esse sêlo foram Vampire: Gehenna e Werewolf: Apocalypse. A série resgatou e concluiu uma premissa que estava presente desde a primeira edição jogos, a temática de ‘fim dos tempos’. No início de 2004, o primeiro Mundo das Trevas tinha sido completamente descontinuado. Surgia então o Old World of Darkness ou Velho Mundo das Trevas como é popularmente conhecido hoje.

Nos próximos posts (que espero que não tardem, já que estou sem pc em casa =S) procurarei falar mais detalhadamente sobre os três principais jogos da WW, assim como sobre as principais diferenças entre as edições destes, bem como o Velho e o Novo Mundo das Trevas.

 

 

127 Horas

Posted by Bruno Rodrigues on 30 30UTC maio 30UTC 2011
Publicado em: Cinema. Marcado: 127 Horas, Aron Rolston, Danny Boyne, James Franco. Deixe um comentário

Acabei de assistir o filme 127 Horas…

… e fiquei impressionado com o que o instinto de sobrevivência do ser humano é capaz de fazer, especialmente sabendo que o filme foi baseado em uma história real, de um cara real, que nem eu e você!

Este segundo vídeo vai apreciar mais quem souber um pouco de inglês, no entanto, quem não souber, também vai entender. A carga emocional dele é enorme, e a emoção é universal, não tem idioma.

Ah, ia me esquecendo! Sempre avise alguém quando for sair, especialmente se for para lugares distantes, desertos e inóspitos. Se não quiser avisar pelo menos deixe um recado em algum lugar.

Parabéns, parabéns, saúde, felicidade…

Posted by Bruno Rodrigues on 26 26UTC abril 26UTC 2011
Publicado em: Diariamente.... 1 comentário

Confesso que fiquei surpreso, boquiaberto, pasmo, estupefato, estarrecido, diria até mesmo parapetado, quando tu disse que quando nos conhecemos tu tinha 27 e eu 25, e agora temos, bom… melhor deixar  pra lá esses pequenos e relevantes detalhes.

Fiquei dessa forma porque neste meio (que não sei se é começo, meio ou fim) onde amizades de longa data são feitas e desfeitas em uma semana, amores eternos são jurados após dois ou três scraps, mas acabam durando até o próximo fake e a mentira muitas vezes não é exceção, e sim regra, neste baile de máscaras virtual foi que nos esbarramos, e cá estamos ainda, ano após ano levantando com orgulho o estandarte da amizade verdadeira em um dos últimos bastiões da sinceridade (tenho certeza disso) dentro do Orkut.

Este discurso, confesso, seria bem mais apropriado para o dia 5 de dezembro, mas esta data, teu aniversário, é igualmente importante. O que eu quero dizer é bem simples: feliz aniversário, muitas felicidades, tudo de bom pra ti. Mas dizer apenas isso seria muito pouco, seria não te dar o devido valor, e, além disso, perderia uma boa oportunidade de escrever, já que sou metido a escritor, tu sabe (=D).

Bom, é isso, por hoje é só. Ano que vem tem mais. Um beijo, um abraço e uma tunda de laço, Estrupício!

Restart? Descarte!

Posted by Bruno Rodrigues on 24 24UTC março 24UTC 2011
Publicado em: Diariamente.... Marcado: amazonas, boi bumbá, desculpas, game over na ignorância, restart, roupas coloridas, thomas, youtube. Deixe um comentário

Eles são jovens, fofos, lindinhos, fazem coraçãozinho com a mão e tocam numa banda de rock (?), enfim, eles são o sonho de toda adolescente em fase de revolução hormonal. Mas, como todo mundo, eles também têm um lado negro, que contrasta com as roupas mega coloridas que usam.

Recentemente (22/03) foi divulgado no Youtube, um vídeo onde o baterista Thomas, desculpou-se por comentários feitos em uma entrevista dada ainda no começo do ano passado. Nesta, o rapaz foi perguntado sobre onde ele gostaria de tocar, e a resposta foi esta: “Queria tocar no Amazonas. Imagina, tocar no meio do mato. Não sei nem como é o público de lá. Não sei nem se tem gente civilizada, civilização”. Como assim? Tocar no meio do mato? Será que tem gente civilizada lá, civilização? Como assim? Eu que não sou amazonense, fiquei indignado com a besteira que esse cara falou. Digo besteira pra não falar coisa bem pior. Mas agora, parando pra refletir, me pergunto: o que leva uma pessoa a proferir publicamente algo tão absurdo quanto isso? Pouca idade, imaturidade, falta de informação, preconceito, ou merda na cabeça mesmo? (pronto, falei!). Sim, talvez uma coisa ou outra, ou talvez tudo junto. O fato é que a merda já foi jogada no ventilador (ops, falei de novo!). Depois de toda a repercussão negativa, o baterista tentou se defender através do Twitter, dando a seguinte declaração: “Quando se fala em Manaus, imagino natureza total! Não desvalorizei ninguém! “Eu adoro lugar tranquilo! Ainda mais lá, que só deve ter natureza! Cachoeiras e tudo mais!”. Nem vou mais comentar! Agora o que vai ser interessante mesmo é saber como vai rolar o primeiro, e provavelmente último show que eles farão em Manaus, no dia 1º abril quando um grupo de estudantes pretende levar um grupo de Boi Bumbá, como forma de protesto para para uma manifestação já previamente denominada “Game Over na ignorância”. Juro que pra ver isso até encarava um show deles!

Bom, não vou falar mais nada. Deixo vocês tirarem suas próprias conclusões sobre este episódio. O primeiro vídeo abaixo, é o que originou tal polêmica, o segundo é o pedido de desculpas e o terceiro é de um amazonense indignado que não foi tão comedido nas palavras quanto eu. Divirtam-se.

O Desabafo De Um Rockeiro

Posted by Bruno Rodrigues on 15 15UTC março 15UTC 2011
Publicado em: Música. Marcado: cd, download, Jon Bon Jovi, lei da oferta e procura, lp, música, mp3, steve jobs, vinil. Deixe um comentário

“Essa garotada de hoje perdeu toda a experiência de colocar fones de ouvido, pôr o volume no 10, segurar a embalagem do LP, fechar os olhos e se perder em  um álbum…”, declarou Jon Bon Jovi em entrevista recente a um   jornal inglês. Segundo o  cantor, um dos principais culpados por isto ter acontecido é Steve Jobs. Não sou tão radical quanto o Jon, mas concordo com ele em partes.

Após a disseminação da internet e do surgimento do formato mp3, muito dessa magia, desse ritual que envolvia a descoberta de um novo álbum, se perdeu, dando lugar a arquivos insípidos, inodoros e incolores de música compactada que hoje podem ser encontrados aos montes com muita facilidade pela rede. “Mas isso é bom!”, você deve estar pensando. Poder baixar em poucos minutos um álbum completo do artista que quiser sem precisar sair de casa, e o melhor, sem gastar nada. É claro que isso é bom, eu mesmo admito que baixo música todos os dias, muita música, aliás. Mas eu nasci em uma época onde a música tinha corpo, cor, cheiro. Você podia tocar, olhar, fazer o que quiser com ela. Comprar um disco ou uma fita cassete de algum artista era quase como se tornar amigo dele. Você o convidava para ir a sua casa e dava valor à amizade que ali nascia, muito valor, tanto que na maioria das vezes esse sentimento durava para sempre. Já hoje, isso não acontece. A música se transformou em kbytes, megas, gigas estocados em HD’s cada vez maiores. A música está sendo banalizada. Virando pano de fundo pra fazer faxina, conversar no Messenger, fazer sexo, trabalhar, cozinhar, dormir, entre muitas outras coisas. Pouca gente hoje em dia ainda pega um bolachão nas mãos, ou mesmo um CD, senta pra ouvir e presta atenção, dando ao artista e à obra, o devido valor e respeito que merecem. Quanto maior a quantidade e maior a facilidade para se adquirir tal produto no mercado, menor é seu valor. É a lei da oferta e da procura.

Steve Jobs não é “o responsável por matar a indústria da música”, como diz Jon Bon Jovi em seu desabafo muito mais do que compreensível, Steve Jobs, assim como muitos outros, tomaram carona neste poçante chamado evolução tecnológica e atenderam a uma demanda feita por público cada vez mais jovem e alienado. É, Jon, meu amigo (posso chamar ele assim porque já tive um cd da banda dele), sou solidário à teu drama. Mas o que podemos fazer? Hoje resta, para nós, saudosistas melancólicos, guardar as memórias e os bons vinis de um tempo que não volta mais com a esperança de que alguém um dia volte a dar à música (à boa música) seu devido valor.

 

“iPhone, eu pequei…”

Posted by Bruno Rodrigues on 10 10UTC fevereiro 10UTC 2011
Publicado em: Diariamente.... Marcado: aplicativos, Apple, iApps, igreja católica, iphone, papa bento xvi, steve jobs. 4 comentários

Depois de um longo período sem postar nada aqui (período sobre o qual falarei  mais adiante), e depois de um mês resistindo à ânsia de escrever, mas, ao mesmo  tempo não o fazendo por culpa de uma falta de criatividade danada, me senti  inspirado a pôr minhas idéias no papel de novo, ou melhor, no Word, por conta de  uma matéria recente que aborda dois assuntos que muito me atraem: religião e  tecnologia.

Nesta, a religião é representada pela Igreja Católica, que todo mundo conhece,  enquanto a tecnologia (ou a ciência, dita arquiinimiga da religião) é representada  pelo talvez ainda mais conhecido (não, não é blasfêmia!) iPhone. Ok, até aí nada de  tão estranho, afinal, mais dia menos dia, ambos os lados teriam que reconhecer a  importância e influência do outro, e de alguma unir forças em prol de um bem  maior, porém, estranho mesmo foi a forma como isso aconteceu.

Uma empresa americana, desenvolvedora de aplicativos para o iPhone, criou  recentemente um software pelo qual  as pessoas poderiam se confessar. Sim, isso mesmo, confessarem-se, só ainda não sei para quem. Para o Steve Jobs no máximo.  O fato é que, de acordo com a empresa, o aplicativo não substitui o confessionário real nem o padre, mas que a real intenção é que as pessoas reflitam sobre seus atos e também que os fiéis desgarrados sintam-se incentivados a voltar para o rebanho. “”Nosso desejo é convidar os católicos a exercerem a sua fé através da tecnologia digital”, comentou Patrick Leinen, um dos três sócios da desenvolvedora.

Outro fato curioso é que o aplicativo recebeu as bênçãos da Igreja Católica, que atualmente é comandada pelo Papa Bento XVI, religioso de opiniões sabidamente bastante conservadoras. Então, de posse destas informações, paro para refletir e chego uma dúvida cruel: ou a Igreja ta muito moderninha ou a venda de indulgências está se preparando para voltar. O que estará dizendo Lutero de onde ele se encontra agora, hein?

Tempestade Infernal

Posted by Bruno Rodrigues on 16 16UTC fevereiro 16UTC 2010
Publicado em: Contos. Marcado: cavaleiros, conhecimento, conto, demônios, força, ideal, infernal, luz, sabedora, Senhor, tempeste, terror, trevas. 2 comentários

Os últimos raios de sol atravessavam o vitral da igreja iluminando os bravos cavaleiros que, ajoelhados frente a cruz, rezavam com devoção.

Em suas preces, rogavam por força para erguerem suas espadas; rogavam por sabedoria para melhor empregarem suas forças; rogavam por conhecimento para ao próximo orientar e, sobretudo, agradeciam pelo ideal que lhes abria os olhos todos os dias.

Eles então, ergueram-se. Embora seus corpos estivessem fracos, seus espíritos eram fortalezas inabaláveis. Seus mantos, sujos e rasgados, no entanto, a cruz vermelha que ostentavam com orgulho e retidão no peito e escudos, os faziam assemelharem-se a reis. Suas espadas cruciformes lembravam o grande sacrifício, contudo, aqueles que as empunhavam nada temiam, pois as bênçãos do crucificado santificavam tais lâminas, dando a estas um brilho divino e sereno.

Findou-se então o dia. A luz deu lugar a uma noite tenebrosa. Uma noite que carregava em suas sombras o mau em seu estado mais puro e destruidor. O momento havia chegado.

Ao abrirem as portas da igreja, uma imagem dantesca foi o que os cavaleiros avistaram. Uma nuvem negra e pesada, provida de vida e infinitos olhos vermelhos brilhantes, estendia-se do chão até os céus varrendo o solo e tudo que neste se firmava, feito o mais devastador dos furacões jamais imaginado.

Foi então que um grito abissal, pareceu brotar do chão, assim como do interior da nuvem. Uma exclamação raivosa alimentada pelo ódio e maldade. Um brado poderoso e retumbante entoado por um coro infernal de um milhão de vozes.

Os cavaleiros, no entanto, não recuaram nem um só passo, ao contrário. Movidos por uma fé e determinação indestrutíveis, os três, lado a lado, investiram contra o enxame demoníaco.

Um trovejar ecoou pelo lugar quando as duas forças colidiram dando início a uma cena terrível. Uma cena protagonizada pelo divino e pelo profano, onde os infernais faziam as vezes de nuvens; o sangue destes, a chuva; o esplendor das lâminas dos cavaleiros, o relâmpago, e o choque do aço contra a carne maculada, o trovão. Uma tempestade viva, uma tempestade infernal.

E dessa forma, em meio à tempestade nefasta, os três cavaleiros lutaram até o nascer do dia.

Quando os primeiros raios do sol finalmente venceram as montanhas, banhando o campo de batalha, a nuvem demoníaca começou a dissipar-se. Onde o caos e a destruição há pouco imperavam, restaram apenas cinzas a caírem lenta e tranquilamente sobre o chão, assim como um forte cheiro de enxofre pairando no ar.

Da mesma forma que a nuvem chegara, partira, porém, não ia sozinha. Levara a vida de um dos valentes consigo.

Cansados e feridos eles observaram em silêncio o corpo sem vida de seu irmão. Ainda segurava sua espada, no entanto, está já não emitia o brilho de outrora. Este se fora com a vida do cavaleiro.

Uma brisa suave então soprou por sobre o solo estéril. Não mais se sentia o odor de enxofre.

O relinchar de um cavalo branco foi ouvido do alto de um monte quebrando o silêncio. Os cavaleiros deram graças ao Senhor e, montados sobre o animal, partiram.

Partiram deixando sob o solo o corpo de um bravo guerreiro e sua espada a marcar seu lugar de descanso, para que todos soubessem que ali, naquele lugar, certa vez, a luz venceu as trevas.

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